Você se considera um otimista? Nem tanto?

A boa notícia é que talvez isso tenha suas vantagens.

Afinal, um planejamento "pessimista" pode ser um bom recurso para evitar o sentimento de frustração quando seus planos não se realizam do jeito que você queria. Além disso, baixar as suas expectativas pode ser uma boa estratégia para colher boas surpresas no caminho.

Bom, pelo menos é isso que nos diz Adriano Rahde, do Podcast "O que seus amigos não te dizem", disponível no Spotify. Para Adriano, é essencial não apenas estarmos preparados, mas inclusive contarmos com obstáculos atravessando nosso caminho.

 

Adriano Rahde, do Podcast "O que seus amigos não te dizem", disponível no Spotify.

 

O que nos dificulta colocarmos os planos em prática?

 

Em um vídeo publicado no seu perfil do Instagram, Adriano começa assim: "Sabe aquele dia que, quando você se dá conta, acabou? Aí você olha pra sua lista de tarefas, e você vê que não chegou nem na metade do que tinha que fazer naquele dia". E essa é a deixa para o Adriano começar a falar sobre o assunto principal do vídeo: um "exercício" que ele diz que pode ajudar a mudar essa situação.

"Quando a gente passa por um dia lotado e caótico, quase sempre tem um pensamento que está por trás de todo esse dia", diz ele. Adriano descreve esse pensamento com as seguintes palavras:

"Hoje vai ser um bom dia. Tudo vai dar certo".

Pois é. Para o podcaster, esse pensamento inocente pode estar na origem dos problemas que muitos de nós enfrentamos na hora de colocar nossos planos em prática. Curioso. Vamos adiante.

 

O otimismo e as expectativas



Adriano desenvolve o argumento dando alguns exemplos do que está "dentro" desse pensamento otimista:


    • O trânsito não vai estar engarrafado;
     
    • O tempo vai estar bom;
     
    • Meu chefe vai estar de bom humor;
     
    • Sei quais são as pessoas que vão falar comigo;
     
    • Sei sobre o que elas vão falar...

 

Ou, nas palavras do Adriano: o otimista "acha que todas essas coisas estão sob nosso controle, e que as coisas vão acontecer exatamente como a gente gostaria que acontecesse. Aí, quando não é assim, ele pode dizer: é por causa disso que as coisas deram errado".

Não parece fazer sentido?

 

Mas e aquele "exercício"?

 

Ah, sim, o exercício. É agora que o Adriano fala nele. Ele propõe um exercício que ele chama de "premeditar os males", ou "investigar" as coisas que podem dar errado. No nosso dia, na semana, no mês... Meio chato isso, não? Precisa mesmo?

Mas antes de julgar, vamos ver alguns exemplos que ele dá:
 

  • Se pensei em reservar 15 minutos do dia para revisar um relatório antes da reunião... será que não posso planejar uma hora do meu dia pra isso?
  • Se eu gostaria que um gestor importante participasse dessa reunião, mas não tenho certeza absoluta se ele vai... será que não posso mandar uma mensagem, ou falar com ele no início do dia, lembrando da reunião, falando por que é importante ele estar lá?
  • Estou com a garganta doendo hoje, talvez eu fique doente amanhã... será que eu não posso deixar o relatório mais facilmente compreensível, para caso eu faltar, poder mandar por e-mail?
  • Se eu marquei uma janta às 19h com amigos que não vejo há muito tempo... será que eu não deveria remarcar para as 20:30, imaginando que a reunião possa se estender? Ou até remarcar pra outro dia?

Pois é, no fim das contas, os exemplos do Adriano parecem bem realistas. E ele logo cuida pra dizer que é importante a gente não se perder e se afundar nas infinitas coisas que podem dar errado, mas só nas mais prováveis. E, na dúvida, planejar que elas não vão acontecer da maneira mais fácil possível.

 

Em resumo: otimismo, mas não desculpa...

 

Adriano conclui seu vídeo assim: "Viver achando que as coisas vão dar certo pode ser muito bom. Pode trazer uma leveza, até um impulso pro nosso dia a dia. Só não podemos deixar isso virar uma desculpa pra gente não se preparar pras dezenas de coisas que vão, sim, nos impactar".

Bem simples, não? E não parece mais tão assustador assim. Você gostou? Concorda com o Adriano?

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