O escritório é um dos principais símbolos da nossa era. A sua atmosfera é tão viva na nossa imaginação quanto a atmosfera de um estádio de futebol. Os escritórios inspiraram filmes, séries de TV e tirinhas de jornal. Mas agora, com a pandemia do coronavírus, muitos deles estão vazios. Muitas pessoas estão trabalhando em suas casas no formato home office, ou indo ao escritório apenas alguns dias na semana.

Você já se perguntou como isso vai ser daqui pra frente?

É verdade que, antes da pandemia, muito já se falava sobre dificuldades relacionadas ao escritório. Mas nós nunca realmente questionávamos a sua existência. E isso pode estar mudando.

É o que nos diz Henry Mance, no artigo "A ascenção e queda do escritório", publicado em maio no Financial Times. Para Henry, estamos vivendo um importante período de transição. Um momento histórico.

 

A questão da produtividade no escritório



O artigo do Henry é interessante para pensarmos no que pode vir de bom e no que pode fazer falta com essa mudança. Vamos acompanhá-lo e refletir sobre essas possíveis mudanças?

Bom, uma das coisas que não vão fazer falta, segundo ele, é aquela necessidade de fingir para os colegas que estamos trabalhando, quando na verdade não estamos a fim ou não tem muito trabalho pra fazer.

Sobre isso, o Henry cita uma fala do cartunista Scott Adams, criador das tirinhas do "Dilbert", tão famosas no Brasil. É que o Scott Adams, antes de ser cartunista, trabalhava preparando planilhas para uma empresa telefônica. E ele declarou que 90% do seu trabalho era "fingir que estava ocupado".

E as tirinhas dele iriam falar exatamente sobre esse tipo de sensação no ambiente de trabalho:
 



 

O reconhecimento pelos colegas no escritório

 

Por outro lado, essa convivência com os colegas de trabalho em um mesmo espaço físico traz uma sensação de estar acompanhado. São pessoas que entendem o seu trabalho, sabem o que você faz, qual é a sua atividade na empresa. Muitas vezes não é assim com nossos amigos. Se nosso trabalho é um pouco complexo, nossos amigos às vezes não sabem exatamente o que nós fazemos no escritório.

Essa situação, aliás, virou uma piada no seriado de comédia americano Friends. Em um dos episódios, os personagens (um grupo de amigos muito íntimos) fizeram um teste para verem o quanto sabiam uns dos outros. E eles sabiam coisas bem complexas e íntimas. Mas nenhum deles sabia dizer a profissão do Chandler, um dos membros do grupo!
 



 

Vida privada e trabalho

 

É, mas esse reconhecimento que acontece entre os colegas de escritório tem também o seu lado negativo. É aquela velha batalha por status. Quem trabalha no andar mais alto, quem tem a maior mesa, a melhor aparência...

Com o home office, esse tipo de preocupação desaparece. O trabalho fica mais objetivo. Mas, talvez, o preço a pagar saia caro. O artigo do Henry demonstra uma preocupação de que o ambiente de trabalho se torne pouco dinâmico. As pessoas ou estariam em videoconferências muito formais, ou estariam fazendo um trabalho mecânico, reativo.



(Homer, do desenho animado Os Simpsons, trabalhando em casa)

 

E o estagiário?

 

Pois é, o estagiário. Ele é o aprendiz, aquele que abre mão de um salário grande em troca de aprendizado de trabalho, que acontece no ambiente da empresa. Para Henry, essa categoria vai ser a mais prejudicada. Os jovens. Além de perderem a convivência no escritório, geralmente são os que tem menos espaço em casa pra trabalhar.

Bom, pelo menos eles não vão mais ter que servir café pra ninguém.

 



(O ator Steve Carell interpreta o papel de diretor regional de uma empresa de papel no seriado americano The Office)

Pois é, ninguém vai tomar conta de ninguém em casa.

 

Vantagens, desvantagens...

 

Para Henry, o fim do escritório é inevitável. Ele lembra que, há algumas semanas, o Twitter anunciou a todos os seus funcionários que poderão trabalhar em casa para sempre. E ele vê outras empresas seguindo o mesmo caminho. Mas vamos fazer um resumo das vantagens e desvantagens que ele apontou, e que já citamos aqui:

  • Não vamos precisar fingir, mas... vamos perder aquela sensação de camaradagem e de pertencimento que o escritório proporcionava.
  • Sem essa proximidade física, diminui a sensação de competição por status. Ficamos mais à vontade, mas... podemos nos tornar menos criativos, mais acomodados.
  • Os jovens vão ficar sem a convivência presencial com a equipe, o que pode afastar eles do aprendizado... mas talvez eles consigam se concentrar em tarefas mais importantes.

O que você acha? Essa mudança para o home-office seria bem-vinda? E se você é um gestor, já pensou em como vai ser diferente lidar com o seu pessoal se essa mudança acontecer mesmo?

Aliás, a mudança para o trabalho remoto exige uma atenção especial a ferramentas de gestão compartilhadas. A sua empresa já usa um sistema online de gestão? Um que tenha cadastro de múltiplos usuários, com diferentes níveis de acesso, com histórico para registrar quem fez o quê e quando? Não?

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